3/4/2007::
Pesquisa mostra conhecimento da população de Santos sobre o AVC
Boa parte da população de Santos sabe reconhecer os sintomas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Isso é o que identificou a pesquisa “AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NA POPULAÇÃO DA CIDADE DE SANTOS”, realizada no mês de julho de 2006 pelo Hospital Ana Costa, com o intuito de avaliar o conhecimento da população santista a respeito dos sinais e sintomas do AVC.
Feito por meio da aplicação de 660 questionários, respondidos durante uma campanha de orientação sobre a doença, realizada no Pronto-socorro do HAC Santos, o estudo mostra que 54% dos entrevistados sabem explicar o que é um AVC. Por outro lado, 57% desconhecem que o neurologista é o médico responsável por cuidar do AVC.
Segundo o médico responsável pela pesquisa, o neurologista do HAC, Dr. Juarez Harding, a maior importância do estudo foi definir se a população está orientada para reconhecer um AVC e procurar com urgência o tratamento na fase aguda. “Ficamos satisfeitos em observar tal preparo da população”, salienta o especialista, lembrando que os entrevistados foram orientados sobre a patologia após responderem todas as perguntas, recebendo um panfleto educativo desenvolvido pelo serviço de neurologia do Hospital Ana Costa.
Dr. Harding explica ainda, que o Ana Costa é o único hospital da região a realizar o tratamento chamado trombólise, que cuida do paciente na fase aguda da doença. “Já trabalhamos com esse tipo de tratamento há 8 anos, somos pioneiros na região. No Brasil o tratamento existe há cerca de 10 anos e é aprovado pela Anvisa. O mais importante é que as pessoas saibam que, com até 3 horas dos sintomas, é preciso hospitalizar-se, diminuindo, assim, a extensão do processo e revertendo os déficits neurológicos”.
De acordo com a pesquisa, o fator de risco para um AVC mais reconhecido pelas pessoas é a hipertensão arterial, com 97,6%. Das manifestações clínicas, a fraqueza em um lado do corpo, a boca torta e a alteração na fala estão bastante vinculadas à hipótese de AVC para os entrevistados, com 96,5%, 94,5% e 90% de respostas positivas, respectivamente. Alguns sintomas que não condizem com o AVC foram citados, como dor no peito (55%) e falta de ar (57%).
“Observamos pelo estudo que os principais fatores de risco e os sinais e sintomas de AVC foram bastante reconhecidos. Acreditamos que a nossa população está suficientemente preparada para receber orientações quanto à existência de um tratamento efetivo na fase aguda do AVC”, finalizou Dr. Harding. A conclusão do trabalho deverá ser apresentada no Congresso Paulista de Neurologia de 2007, que será realizado em Santos.
AVC - O Derrame é um termo popular que se refere ao acidente vascular cerebral. É a terceira maior causa de morte nos países desenvolvidos e a principal causa de seqüela neurológica em adultos. Pode ser de dois tipos: isquêmico e hemorrágico. O AVC isquêmico ocorre pela obstrução de uma artéria do cérebro, que provoca a morte dos neurônios daquela região. Já o AVC hemorrágico ocorre por sangramento de uma artéria do cérebro, causando basicamente os mesmos tipos de sintomas do AVC isquêmico.
Embora seja mais comum a partir dos 45 anos, ele pode ocorrer em qualquer idade. Os sintomas mais comuns costumam ser:
» Perda súbita de força em um lado do corpo, ou perda de força em um braço ou uma perna isoladamente.
» Perda súbita de força na face, o que pode causar desvio da boca para um lado (a boca fica torta).
» Perda repentina de sensibilidade em um lado do corpo, ou em um membro, ou na face.
» Perda de visão súbita de um olho, visão dupla ou perda de um campo visual.
» Perda de fala ou dificuldade repentina de falar. A pessoa pode parecer querer dizer alguma coisa e não conseguir. Ou pode acontecer de parecer não entender nada do que é dito.
» Dor de cabeça súbita, forte, sem nenhuma causa aparente.
» Dificuldade súbita para caminhar.
O que fazer?
Na ocorrência de qualquer um dos sintomas acima, a pessoa deve ser levada imediatamente para o hospital, pois uma série de medidas clínicas podem ser feitas para beneficiar o paciente. Quanto antes forem feitas, maiores serão as chances de recuperação.
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