AVC: isquêmico X hemorrágico

Entenda as diferenças e saiba como identificar os sinais

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como “derrame cerebral”, está entre as causas mais frequentes de morte em todo o mundo, perdendo apenas para as doenças cardiológicas.

Sua relevância está relacionada não só a alta frequência destes eventos, mas também o impacto que as sequelas neurológicas, graves e incapacitantes, trazem na vida dos indivíduos.

Teste
Um teste simples para tentar identificar o AVC seria pedir para sorrir, falar uma frase e elevar os braços. Caso seja percebida alguma assimetria nesses testes, suspeita-se fortemente de AVC e deve procurar atendimento médico o quanto antes.

Diferenças
De uma maneira bastante simplificada, podemos classificar dois tipos de AVC: o isquêmico e o hemorrágico. Em cada 10 casos 8, aproximadamente, são isquêmicos.

Isquêmico
No AVC isquêmico há a obstrução de uma ou mais artérias que nutrem o cérebro, ocasionando a morte daquela parte de tecido cerebral que seria nutrida por aquela artéria. Esta obstrução pode acontecer por coágulos/êmbolos ou placas de gordura, provenientes de outras artérias do corpo ou de artérias do cérebro mesmo. A principal fonte de êmbolos é o coração, geralmente relacionado a alguns tipos de arritmia. Hipertensão, diabetes mellitus, dislipidemia, tabagismo também aumentam bastante a chance de isquemia.

Hemorrágico
No AVC hemorrágico ocorre ruptura de uma artéria cerebral, ocasionando extravasamento de sangue para dentro da cabeça. Esta ruptura pode acontecer dentro do tecido cerebral (hemorragia intraparenquimatosa) ou fora do cérebro, abaixo das membranas que o revestem (hemorragia subaracnoidea). A hemorragia intraparenquimatosa está fortemente relacionada com a hipertensão arterial não controlada, enquanto a subaracnoidea a malformações nos vasos.

Fraqueza motora unilateral está entre os sintomas

Sintomas
Os sintomas de AVC vão depender do local no cérebro em que a vascularização foi comprometida. Por isso, pode se apresentar como dor de cabeça intensa, alteração visual, alteração na fala, tontura, fraqueza de um lado do corpo ou só da boca, desequilíbrio, dificuldade de deglutir ou andar. Dentre os achados mais frequentes estão: a dificuldade de falar, paralisia de metade do corpo e a boca torta.

Medicação
Para os casos de AVC isquêmico existe a possibilidade de medicação endovenosa para tentar dissolver a obstrução do fluxo sanguíneo cerebral, quando identificado e medicado nas primeiras horas do início do sintoma.

Prevenção
Considerando isso, nos casos de suspeita clínica de AVC, não perder tempo, e procurar atendimento médico imediatamente. Ter uma vida saudável e controlar os fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol elevado ainda é a melhor medida para evitar o AVC.

 

Fonte:
Dra. Cristiane Serra Zaher
Médica Neurologista
CRM 120144

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